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Jogos de Cartas: será que têm lugar na história?

Jogos de Cartas: será que têm lugar na história?

Se pensar em jogos de cartas, provavelmente lembra-se logo de um baralho, de horas passadas entre amigos ou familiares e, claro, da diversão e das gargalhadas. Mas já se questionou sobre a importância dos jogos de cartas ao longo da história?

Para muitos, são apenas uma forma de lazer, mas bem na sua origem, tocam em diferentes culturas e épocas.

Nesse sentido, neste artigo, é explorado o papel que os jogos de cartas desempenharam na sociedade, e como passaram de um passatempo para algo muito maior.

 

A origem dos jogos de cartas

Os jogos de cartas surgiram no Oriente, com evidências que remontam à China do século IX.

Naquela época, as cartas eram usadas tanto para jogar quanto para apostar, algo que começou a chamar a atenção da população.

A popularidade das cartas espalhou-se rapidamente para outras partes da Ásia, e, durante a Idade Média, o jogo chegou à Europa, onde encontrou inúmeros entusiastas.

Os baralhos variavam bastante e refletiam cada cultura. Os naipes, por exemplo, evoluíram segundo a sociedade e a iconografia locais.

 

Da Europa para o mundo

Na Europa, as cartas começaram a ser mais produzidas e, rapidamente, cada país criou a sua própria versão do baralho.

Em Espanha e Itália, os jogos de cartas ganharam naipes próprios, enquanto a França foi responsável pelos naipes que conhecemos hoje: paus, copas, espadas e ouros. Igualmente, adotados em Portugal.

Este fenómeno atravessou as fronteiras e os mares, levando os jogos de cartas para novos continentes.

Os baralhos levados para as Américas influenciaram a cultura local e misturaram-se com os jogos indígenas, dando origem a variantes locais. Essa mistura cultural transformou os jogos de cartas num passatempo acessível a todos, independente de classe social.

A ascensão dos jogos de cartas no século XVIII e XIX

No século XVIII, os jogos de cartas tornaram-se ainda mais populares entre todas as classes sociais.

Os salões de jogos começaram a emergir, e o baralho era o centro de muitas disputas e apostas. As cartas não só eram jogadas em casas particulares, mas também em bares e até mesmo em espaços públicos.

Essa popularidade culminou no século XIX, quando os jogos de cartas estabeleceram-se como uma forma de entretenimento para toda a família, com jogos como o Poker a ganharem fama no Oeste Americano.

Nesta altura, os jogos de cartas também passaram a ter uma presença forte na literatura e na cultura popular, com personagens famosos e heróis fictícios que se destacavam nas mesas de jogo.

 

Estratégia, habilidade e convívio

Para além do entretenimento, os jogos de cartas desenvolveram-se em atividades estratégicas que exigiam não só sorte, mas também habilidade e inteligência.

Jogos como o Bridge, Sueca e o próprio Poker testam a capacidade de planeamento e de leitura dos oponentes. Em muitos casos, saber jogar bem se tornou uma marca de habilidade e de raciocínio rápido.

Além disso, os jogos de cartas proporcionaram uma nova forma de socialização, onde as pessoas se reuniam para competir e conversar.

Este fator social foi, e ainda é, uma parte fundamental do apelo dos jogos de cartas.

 

Jogos de cartas na cultura popular e nos casinos

Com a chegada dos casinos, os jogos de cartas ganharam ainda mais visibilidade. Jogos como o Poker tornaram-se ainda “maiores” no segmento.

As cartas tornaram-se sinónimo de competição e desafio, e começaram a surgir os primeiros profissionais e entusiasta das diferentes modalidades.

Além dos casinos físicos, a Internet deu aos jogos de cartas uma nova vida. E no caso do poker foi mesmo isso que aconteceu. Plataformas como a PokerStars tornaram-se pioneiras no segmento, ao permitir jogar poker online por meio de uma plataforma especializada. Isto trouxe uma nova dimensão à modalidade, onde o jogo tradicional ganhou, inclusive, novos modos de competição e uma dinâmica adaptada ao ambiente online.

 

O papel dos jogos de cartas hoje

Apesar da modernização e da concorrência com os videojogos, os jogos de cartas continuam a ter o seu espaço.

A nostalgia e a tradição fazem com que muitos ainda joguem com amigos e familiares, mantendo viva uma parte importante da história do entretenimento. Além disso, os jogos de cartas continuam a desafiar a mente, oferecendo uma experiência que é ao mesmo tempo, descontraída e estimulante.

Com efeito, os jogos de cartas passaram por várias transformações ao longo dos séculos e mostraram-se muito mais do que simples cartas num baralho.

Foram instrumentos de socialização, desafios de habilidade e protagonistas em diversas culturas. Desde a nobreza medieval até às competições internacionais online, os jogos de cartas provaram ser uma parte essencial da nossa história e cultura de entretenimento.

Os jogos de cartas, afinal, têm lugar sim na história, e, pelo que parece, ainda têm muito mais para contar.




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